Sua presença ofuscou as estrelas do sertão.
Eles brilhavam no palco tocando em frente suas rimas
De caipira pira, pora...
E a cada aplauso, a cada canção,
A cada estrofe, a cada refrão,
Eu celebrava sua beleza,
Seu sorriso,
Sua presença.
A cada canção que terminava
Suas mãos delicadas aplaudiam
E eu, que já não conseguia deixar de te admirar,
Procurava em suas mãos algo que me dissesse que toda essa
graça e beleza iluminavam outros olhos,
Encantavam outro pobre mortal,
Inspiravam outro coração.
Encontrei apenas um anel em cada mão,
Pobres joias que, por mais caras, eram apenas bijouterias
Comparadas a sua perfeição,
Que só pode ser obra divina.
Não sabia seu nome,
Mas já era minha musa,
Já tinha versos que existiam só pra você,
Só pra você.
Era domingo,
Eu sem pressa,
Passaria o dia ouvindo o som da viola
Que fala alto pro meu peito humano
Só pra te ver cantando,
E dançando,
E encantando.
Mas, o show acabou.
Eu te vi andando.
Tanta graça e perfeição...
Aumentei meus passos pra acalmar meu coração.
Eu, humilde fazedor de versos,
Nada diante daqueles grandes poetas que encantaram nossa
manhã...
Sim, nossa, porque já me sentia tomado por você,
Prisioneiro de seus encantos.
Precisava apenas saber seu nome,
E você me disse sorrindo.
E então, como prometido,
humildemente,
nestes versos tão singelos,
Minha bela, minha flor-de-liz,
Quero te mostrar minha dedicação.
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