Sobre a pureza da poesia
Sobre a luz do luar
E transformem seu canto
Em louvor da harmonia
Que uns caminhem pela estrada de ouro
Cercada de flores
Cores e perfumes
E das luzes do esplendor
Que é viver com alegria
Que uns cantem o paraíso
Que há de vir
A alma que não se vê
Os anjos que flutuam distantes
Que uns cantem a moral
A razão
A perfeição
O bem vencedor
O mal aniquilado
A civilização
Eu simplesmente não posso
Meu canto não tem a constância
De cores claras
De sons límpidos
De cantigas de ninar
Minh’alma pede mais
Meus sentidos são inquietos
Meu olhar vê o que não quer
Minha mão tateia a aspereza da vida
Minha poesia é de circunstância
sem medida
sem limite
sem definição
sem estilo.
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