No dia de hoje, não se deixe convencer, não se deixe
acomodar. Aprenda algo!
Algo simples, mas aprenda.
Algo simples, mas aprenda.
Sempre é tempo de não se perder tempo.
Aprenda o ABC, o 1,2,3...; dois pra lá, dois pra cá; uma
nota, um acorde, uma palavra nova...
mas aprenda.
mas aprenda.
Não desanime! Comece!
É preciso aprender um pouco de tudo que há.
Quem aprende não se prende, nem se deixa prender.
Aprenda, você, nas ruas. Os que passam, os que
permanecem.
Aprenda, você, nas prisões. Os que passam, os que voltam,
os que não deveriam estar.
Aprenda nas cozinhas, nas salas; de estar, de espera, de
reunião, de aula.
Aprenda na escola.
Aprenda com as crianças, com os jovens, com os adultos e
com os velhos.
Aprenda com héteros, com homos, com bis.
Aprenda com mudos, surdos, cegos, aleijados.
Aprenda se sente frio, se sente fome, se não sabe o que é
sentir, mesmo sentindo tanto.
Pegue um livro, aprenda algo.
Aprenda viajando, aprenda ficando.
Seja curioso, não acredite, não aceite, não concorde, não
faça, sem ter aprendido.
Tudo lhe interessa. Aprenda!
Ao olhar para um motor, para a complexidade de uma flor,
para o caminho das formigas na grama, aprenda algo sobre uma engrenagem, sobre
um grão de pólen, sobre uma única formiga, se é isso que lhe encanta.
Pergunte!
Não se envergonhe por não saber, por querer saber.
Aprenda por que sim; aprenda por que não.
E escreva sua carta de alforria.
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