30/08/2011

A desejada das gentes

Quando a felicidade bater à porta de sua vida, não demore muito a atender.
Nem perca muito tempo olhando pelo olho mágico, ela pode se cansar de esperar e ir embora.
Não faça muitas perguntas para deixá-la entrar, ela pode se cansar de ter que explicar sua vinda e desistir de ficar.
Não seja muito exigente para recebe-la, ela não é tão exigente para vir, ela vem sem marcar dia nem hora.
Ela não repara em casa bagunçada, roupa velha, cabelo despenteado. A felicidade é simples. Portanto, não a adule com mesa farta, presentes, perfumes excessivos, ela não precisa de tanto. Ela gosta de sentir que não nos deu tanto trabalho, que nós estamos sendo nós mesmos quando a recebemos.
Ela não gosta de fingimento, falsidade ou artifícios. A felicidade é autêntica.
Quando estiver com ela, não fale mal do passado, nem se preocupe demais com o futuro e nem com o tempo que ela vai ficar, ela não gosta muito de relógios. Aproveite sua chegada e faça-a sentir-se em casa, quem sabe ela não decide morar por muito tempo com você?
Não imponha condições para que ela possa ficar; a Felicidade não gosta muito de receber ordens, costuma fazer tudo do seu jeito e esperar que os outros entendam.
Enfim, quando a Felicidade chegar, receba-a como se fosse a última visita dela. Aprendendo a recebe-la, com certeza ela gostará de sua recepção e voltará muitas vezes.

ATREVIDO

Atrevo-me a falar de amor
a essa altura do tempo.

Atrevo-me a falar de amor
diante da incerteza.

Atrevo-me a falar de amor
em face a falsidade

Atrevo-me a falar de amor
até quando ele me confunde

Mas não basta a querer afirmar tanto atrevimento o falar.

Mais que isso, atrevo-me a amar.

24/08/2011

NO MEIO DO CAMINHO

Com a licença de Drummond


No meio do caminho tinha um olhar
Tinha um olhar no meio do caminho
Um olhar
No meio do caminho
Tinha um olhar.

Nunca me esquecerei do seu olhar
Em minhas retinas tão fatigadas
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
Tinha um olhar

Tinha um olhar no meio do caminho
No meio do caminho tinha...

O seu olhar.


André Valente
São Paulo, 24/08/2011

11/08/2011

Teus olhos verdes

A verde relva não tinha Essa cor, antigamente
Era uma cor fraquinha
De um verde descontente

Um dia, fez Deus uns olhos
Tão verdes como esses teus
Que olharam admirados
O verde que via os meus

Quando sentiu esse olhar:
“Que doçura, que encanto”
Pediu, a relva,em pranto
O mesmo verde a brilhar.

03/08/2011

AMOR PONTUAL

Quando já não parecia possível me apaixonar, chegou você e trouxe de volta o encanto da paixão.
Quando as coisas pareciam perdidas, encontrei tudo em teu olhar. Um olhar de reencontro. Um olhar que não é de hoje. Naquele momento nos reconhecemos e tudo se tornou tão diferente, para você e para mim.
Passamos a viver um paradoxo: tudo parece tão antigo e tudo parece tão novo.
Meu coração salta como se finalmente tivesse encontrado algo perdido.
Você trouxe de volta a alegria da juventude.
Músicas que não eram mais ouvidas voltaram a fazer sentido.
Nova vida. Nova alegria. Novos sorrisos. Novos carinhos.
Sonhos estão se realizando. Outros sonhos nascendo ou renascendo.
Quando nada disso parecia possível, você chegou.
Na hora certa.