Tenho medo dos meus olhos de ver
pois não sei o que verão
na próxima estação.
tenho medo de meus ouvidos que ouvem
pois não sei o que ouvirão
na próxima estação
tenho medo de minha boca que diz
pois não sei o que dirão
na próxima estação
tenho medo das mãos que tanto têm a fazer
pois não sei o que farão
na próxima estação
Assim, ao sabor do tempo e do destino
caminho sem saber onde chegar
na próxima estação
Sinto na pele o medo da vida
o medo de não saber o que sentirei
até a próxima estação.
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