O cidadão estava sentado fora, nas escadarias da catedral da Sé,
esperando amanhecer para pegar o metrô.
Aproximou-se dele uma cidadã que vivia nas ruas e disse.
- Ei, eu também sou cidadã.
O cidadão respondeu:
- Não sei do que cê tá falando.
O cidadão desceu as escadas, para a praça, outra o viu e disse a todos
que estavam ali.
- Somos todos cidadãos.
De novo ele negou, jurando que não conhecia aquelas pessoas.
Ele correu para perto da estátua de São Paulo.
Então, ele começou a praguejar e a jurar dizendo:
- Não conheço essas pessoas!
Imediatamente um galo cantou.
E, diante de São Paulo, o paulistano se lembrou das palavras que Jesus
tinha dito:
“Antes que o galo cante, três vezes me negarás.”
André Valente, eu, eu mesmo
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