(Mandaram cancelar todos os poemas de amor. Agora, só é permitido odiar. Com a licença de Vinícius de Moraes, dedico este poema aos que odeiam antes de tudo)
De tudo ao meu odiar serei atento
Antes, e com tal fúria, e sempre e tanto
que mesmo perante o maior encanto,
nele coloque mais meu sentimento.
Quero odiar em todos os momentos.
E espalhar meu ódio em todo canto
E rir de ódio e esnobar do pranto
ao ver no outro grande sofrimento.
E assim, mais tarde, quando me procure
quem sabe a morte, fim de quem vive,
ou a solidão, fim de quem não ama
eu possa dizer do ódio que tive
que ele me consumiu como uma chama
e que eu odiei o quanto pude.
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