25/04/2013

MEU SEGUNDO


Enquanto eu vou para minha casa.

A dele vai com ele.

Ali, parado, à margem da minha passagem, ele pensa...
Será possível pensar, sob o cobertor de estrelas?
Pensará no teto que um dia perdeu?
Sentirá saudade? Raiva? Medo?
Nojo? Esperança!?
Ainda sentirá!?

Meu segundo de passagem concentrado ali.
Naquele homem com sua casa nos braços.

Homem!? Casa!?

Vou ruminando tamanha igualdade perante mim,
tentando encontrar no outro o homem que sou,
tentando encontrar em mim,
em minhas roupas,
em minha classe o outro.
Não, ele não está aqui.
Está ali.

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